Quem já não se deparou com uma confusão mental na hora do pagamento das compras no caixa?
Os alunos de EJA aprendem as operações matemáticas contextualizadas em situações-problemas, muitos não gostam, pois acham mais fácil os tradicionais exercícios de arme e efetue, o que não fazem o aluno pensar…
Alguns professores, também, acham cômodo encherem a lousa ou cadernos com operações matemáticas para preencherem fichas burocráticas ou realizarem outras atividades, deixando o aluno sem orientação.
Como educadores devemos pensar na melhor forma do aluno aprender a pensar, saber argumentar e interpretar. Situações-problema fazem os alunos, que já sabem calcular operações matemáticas ou não, interpretarem as situações, analisar e pensar na melhor forma de resolver a questão estabelecida.
Muitas pessoas têm problemas com o troco, os centavos e o maior problema é na interpretação da situação.
É por essa razão que, na educação de jovens e adultos, somos orientadas para trabalhar somente com simulações de situações reais que os alunos apreendam a pensar na operação e melhor forma de resolver a situação-problema.
Exemplo:
Ganhei de presente R$50,00 para gastar em utensílios para o lar. Ao chegar na loja, me deparei com uma promoção de 6 copos por R$36,00 e aproveitei para comprar uma jarra de suco por R$12,00.
a) Quanto gastei na compra total?
b) Quanto custou cada copo?
c) Eu recebi troco, quanto?
Outra situação é:
Fui ao mercado e comprei: frutas: R$5,00, verduras: R$6,25, arroz: R$4,75, feijão: R$5,89, refrigerantes: R$6,90 e chicletes: R$5,30. Ao passar no caixa a cliente só tinha R$30,00 e teve que retirar um produto que considerava supérfulo.
A) Quanto é o total da compra?
B) Qual produto a cliente tirou?
C) Ao tirar o produto considerado supérfulo, qual é o total da compra?
D) Sobrará troco para a cliente? Se, sim, quanto a cliente levará de troco?
E) Quanto faltou para a cliente levar todos os produtos que escolhera?
Muitas dificuldades aparecem atividades como essas. Os alunos não entendem quais operações realizam… Basta o aluno imaginar a situação!
Outra dica é trabalhar com o dinheiro de mentira: simular a compra na sala de aula é um excelente método prático que facilita a compreensão do aluno.
A metacognição é uma prática educacional ótima para o aluno desenvolver a capacidade de expressão e fazer com que o educador entenda o processo de pensamento de cada aluno.
Na correção de situações-problemas é importante que ocorra este tipo de avaliação: Metacognição. Algum aluno que ainda não entendeu, poderá entender com a ajuda do colega.
Armar e efetuar é importante para a prática e conhecimento da técnica das operações, mas restringir somente à isso torna o aluno mecanizado e, ao se deparar com uma situação real não terá a habilidade de resolvê-la.
Clique na figura e leia a pesquisa sobre: “NUMERAMENTO, METACOGNIÇÃO E APRENDIZAGEM MATEMÁTICA DE JOVENS E ADULTOS” de Maria Elena Roman de Oliveira Toledo, Doutoranda daFaculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

Luciana Raspa.