A escolarização passou a ser uma, entre outras, pré-condições para sobreviver na lógica da sociedade capitalista.
O povo é obrigado a trabalhar para sobreviver e tem de lutar pelos instrumentos que o conduza até o trabalho. A escola é um desses instrumentos.
Entretanto, deparamos com a contradição: o mesmo trabalho que exige do indivíduo um certo nível de escolaridade, muitas vezes é responsável pela evasão escolar, pois o educando jovem ou adulto, encontra dificuldades de conciliar os estudos com as atividades profissionais da qual, na maioria dos casos provem sua subsistência.
Nos últimos anos o Ministério da Educação, preocupado com o analfabetismo, investiu uma quantia significativa na educação de jovens e adultos e lançou campanhas para estimular a população evasiva a voltar para a escola. As inscrições foram inúmeras, porém conseguir a permanência dos inscritos até a conclusão, pelo menos do ensino fundamental é um grande desafio para o professor.
Pesquisas revelam que o número de evasores, antes de completar o terceiro mês de aula é enorme. A evasão se dá por diversos motivos: dificuldades financeiras, doenças, mudanças de bairro, cansaço devido ao trabalho e desinteresse pelo curso, o que na maioria das vezes demonstra o despreparo do professor que não oferece recursos atrativos capazes de prender o aluno na sala de aula.
É evidente que a qualidade da educação de jovens e adultos não depende da boa vontade de voluntários dentro da unidade escolar, ou de instituições solidárias. É necessário a formação de políticas que priorizem de fato a qualidade desta modalidade de ensino. Que garantam a contratação de profissionais qualificados, formados especificamente para este fim. O grande especialista, inovador na educação de jovens e adultos, Paulo Freire , há décadas atrás já condenava a utilização de métodos infantilizados na alfabetização dos educandos. Imaginem se um educando, depois de um árduo dia de trabalho, de enfrentar um trânsito estressante na volta para casa, ao chegar na escola vai se interessar em saber, se ‘’vovô viu ou não viu a uva”.
A qualidade do educador e dos métodos utilizados na educação de jovens e adultos influência muito na permanência ou não do aluno em sala de aula. Abordar temas pertinentes à realidade do aluno, fazer conexões entre as disciplinas e suas relações culturais, econômicas e sociais, é primordial para prender a atenção do aluno, pois torna o aprendizado mais atraente, despertando o seu interesse,e fazendo com que descubra na educação um verdadeiro significado, um poder transformador da sociedade e de sua própria vida.
Ana Granado
Beatriz disse,
25,agosto 2007 @ 10:10 pm
Gostei muito deste site, está de Parabéns, estou cursando o curso de Pedagogia e encontrei informações para o seminário que estou preparando.
altamira fernandes disse,
19,maio 2009 @ 7:37 pm
sou estuadnte do eja, e tenho visto muita desistencia no meu colegio isso me preocupa pois vejo a necessidade que as pessoas tem de continuar estudando, mas e desta maneira que as vezes acontece,a gente chega cansados e o assunto não e atrativo e muitos vão embora. Gostei muito como foi colocada esta materia ,mas isso não e o suficiente, as Autoridades no assunto devem olhar este assuto com urgencia,pois pela educação de um povo se mostra como são os seus governantes.pobreza, miseria ,muros pinxados e desemprego.não se resolve com palavras,ou papeis escritos,mas com uma boa educação.meus Parabens pelo o artigo.
Renê de Oliveira disse,
7,janeiro 2010 @ 9:26 pm
É uma experiência muito gratificante lecionar para jovens e adultos, pena que as escolas não estão preparadas para tal projeto( rápido e de baixo custo para os governos), as escolas e as secretarias não estão nem aí para tal projeto, é realmente uma pena. Gostei muito da matéria.
Flávia disse,
28,fevereiro 2010 @ 2:20 am
Gostei muito do artigo, foi de grande valia para um trabalho de pesquisa que estou desenvolvendo. Parabéns!
esmeralda disse,
13,julho 2010 @ 5:09 pm
eu gostei muito é pirado
lourdes disse,
2,setembro 2010 @ 4:54 pm
É um papel importante na educação de jovem e adultos eu gostei muito e admiro esa revolução.
Alexandra disse,
21,setembro 2010 @ 1:20 am
Gostaria de saber se você Renê de Oliveira é professor da EJA, se for entra em contato comigo gostaria de tirar alguma duvidas, ok.
aleas10@oi.om.br
ana carolina disse,
8,janeiro 2011 @ 6:16 pm
NOSSA QUE SITE LEGAL ADOREIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII;
anaeluciana disse,
10,janeiro 2011 @ 11:16 pm
Obrigada Ana Carolina! Agradecemos a sua entrada e seu comentário! Seja bem vinda sempre! beijos
Ivanete Lopes disse,
7,abril 2011 @ 6:20 pm
adorei esse seti é bom saber que existe essa fonte de pesquisa.
legal
julio schneider disse,
11,abril 2011 @ 1:59 pm
ADÓÓOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOGO
Sandra Colferai disse,
23,agosto 2011 @ 7:18 pm
Ola sou formanda do curso de Pedagogia em Rondonia.Estou escrevendo minha monografia nesta área e gostei muito do artigo é o retrato fiel da realidade da EJA. Abraços!!!!!!
micileny disse,
9,novembro 2011 @ 5:36 pm
diz algens cousas legal
micileny disse,
9,novembro 2011 @ 5:48 pm
a doreeeeeeeeeee
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